Notas Históricas

1ª Igreja de Agronômica

Quase não se encontram dados históricos escritos sobre o nascer religioso, da atual Paróquia de Agronômica. O pouco que colhemos são dos decretos episcopais, quando da criação da Paróquia.

Fomos então conversar com as pessoas mais idosas que aqui sempre residiram e  nos recontaram o que eles ouviram de seus antepassados. Foram também colhidos dados do Livro Tombo, que são narrativas dos antepassados. A principal fonte informadora do Livro Tombo, que foi iniciado em 1970, pelo então primeiro pároco Pe. Miguel Rosseto, foi o Sr. Giulhio Venturi, hoje falecido.

Os primeiros moradores de Pastagem – hoje – Agronômica migraram da região de Rodeio e Ascurra. Entre eles estava o Sr. Ângelo Finardi que teve a iniciativa de construir um Oratório particular, em honra de Nossa Senhora do Caravaggio, pois os primeiros imigrantes italianos que aqui moravam eram oriundos de Caravaggio, na Itália. O Sr. Ângelo Finardi, conservava um quadro de N. Sra. do Caravagio, trazido pelos primeiros imigrantes, este quadro foi colocado no oratório, onde o pessoal costumava rezar.

Naquela época, 1924, contava a colônia com trinta habitantes. Inicialmente o povoado, dependia da assistência dos padres de Rio Do Oeste, então denominada, Barra das Pombas. Quando criada a Paróquia de Rio do Sul, 25 de dezembro de 1926, Pastagem começa a depender dessa nova Paróquia, que hoje é a Catedral Diocesana.

No oratório eram feitas, no correr do ano, várias festinhas para os colonos.  Os lucros eram guardados, para futuramente se construir uma capela. Assim em 1925 foi erguida a primeira capela da colônia, sendo de madeira,  que era abundante naquela época e nessa região.  Foi então oficialmente benzida e sendo escolhida como Padroeira Nossa Senhora do Caravaggio.  Para lá foi levado o quadro que era cultuado no oratório do Sr. Ângelo Finardi.

Em 1927, o Sr. Giulhio Venturi doou um cavalo para que se fosse feito uma rifa.  Os recursos arrecadados com essa, foi entregue ao Frei Rafael de Ituporanga, para que trouxesse  da Alemanha, um sino para a Capela. Consta que o dito sino é um dos dois que hoje estão instalados na torre da atual Matriz. Com a passagem de  “Pastagem” para a recém-criada Paróquia de Rio do Sul, o Pe. Francisco Spek, passou a atender a colônia, sob a orientação do vigário de Rio do Sul, Pe. Paulo Essen. A colônia de Pastagem cresceu muito rapidamente. A Capela já não comportava os fiéis. Foi então que, em 1936, depois de uma festa na capela se decidiu construir  uma nova, maior e de tijolos. Fica pronta nos começos de 1938. Foram catorze meses de trabalhos e empenho de toda a colônia para que surgisse uma linda Igreja.

Antiga Igreja de Agronômica

Antiga Igreja de Agronômica

O problema mais sentido agora pela colônia era a educação das crianças e dos jovens além das “rezas” na igreja aos domingos e dias santos, pois os padres só vinham uma vez a cada quarenta, ou sessenta dias. A colônia já havia erguido, em 1941, uma escola de material. Essa escola foi destroçada por um tufão em  1948, sete anos mais tarde. Em 1942 foi  acabada a  casa  para as Irmãs Catequistas. Está casa se conserva ainda hoje, nos fundo do primitivo salão paroquial. As Irmãs Catequistas assumiram então toda vida religiosa, educacional, e social. Tornaram-se  verdadeiras educadoras da fé e formadoras de pessoas realmente cristãs.  Viveram sempre ao lado das Famílias e as famílias sempre entrosadas, participativas e colaboradoras, na missão das Irmãs.

Nesse tempo visitavam a colônia o Pe. Francisco Spek e Monsenhor Ary Bauer, Pe. João Batista del Sale, Pe. Daniel Feder, Pe. Constantino Demarchi e Pe. Miguel Rosseto, que foi o primeiro Vigário da novel Paróquia. Em 1960 inicia-se também o movimento para que o Distrito de Pastagem fosse elevado a Município. Foi então que se pensou em trocar o nome “Pastagem”. O Pe. João Del Sales, sugeriu, que se chamasse AGRONÔMICA, por ser um Município, onde  a agricultura era a maior fonte de sustentação. A idéia foi aceita pela população  e estamos  aqui em Agronômica.

Voltando à Historia Religiosa de Agronômica, por estar em franco desenvolvimento, social, político e religioso, D. Tito Buss, Bispo Diocesano de Rio  do Sul,  aos 8 de maio de 1970, por Decreto erige canonicamente a  Paróquia de Nossa Senhora do Caravagio, na Cidade de Agronômica, Estado de Santa Catarina. Na mesma data , 8 de maio de 1970 nomeia o primeiro Pároco da nova Paróquia , o Rev.mo Sr. Pe. MIGUEL ROSSETO, o qual toma posse no dia 31 de maio de 1970.  O segundo Pároco nomeado por D.Tito Bus, aos 19 de fevereiro de 1977 foi o Pe. ARSÊNIO JOSÉ  SCHMITZ. O Pe. VITOR VICENZI, foi o terceiro Pároco de Agronômica, nomeado por D. Tito Buss , aos treze de janeiro de 1978.- Como quarto Pároco foi nomeado o Pe. Francisco Busckstegg, por D. Tirto Buss aos  vinte e oito de julho de 1984.  O Pe. Germano Slomp, nomeado por D. Tito Buss, aos 8 de fevereiro de 1985 foi o quinto Pároco de Agronômica. No dia 22 de fevereiro de 1987, Pe. Vitor Vicenzi volta a atender a Paróquia provisoriamente até sem ter um Pároco nomeado. Note-se que até aqui

tivemos como fonte o LIVRO TOMBO, iniciado em 1970, pelo primeiro Pároco, Pe. Miguel Rosseto, e, bruscamente interrompido em 1988.  Agora voltamos aos relatos orais de pessoas que viveram e vivem aqui  em Agronômica.  Foi retomado o Livro Tombo por mim em 2003.

Em 22 de dezembro de 1988, D. Tito Buss, nomeia como sexto Pároco de Agronômica o Pe. Aurí José de Oliveira, que toma posse no dia doze de fevereiro de 1989. Como sétimo pároco foi nomeado por D. Tito Buss, aos  11 de fevereiro de 1993 o Pe.  Wilson Moraes, que tomou posse aos  21 de fevereiro de 1993..  Aos 11 de fevereiro de 1994 é nomeado  o oitavo Pároco de  Agronômica, por D. Tito Buss, o Pe. Silvino Schmitz, que é empossado pelo Bispo Diocesano aos 14 de maio de 1994.

Altar da Antiga Igreja de Agronômica

Altar da Antiga Igreja de Agronômica

Quando D.José Jovêncio Balestiere foi empossado como Bispo Coadjutor da Diocese de Rio do Sul, foram iniciadas as negociações com o Superiror Provincial dos Capuchinhos, Frei João Daniel Lovato, para que os Freis assumissem as Paróquias de Rio D’Oeste, Laurentino e Agronômica e assim se formasse uma  Fraternidade  dos Freis Capuchinhos, com Sede na Casa de Laurentino. Concluídas as negociações e  assinado o compromisso entre a Diocese  de Rio do Sul e a Província Capuchinha do Paraná e Santa Catarina, o Superior  Provincial, apresentou ao Sr. Bispo o nome de Frei Pedro Sardo, para atender Agronômica, transferindo-o da Paróquia de Pouso Redondo.

D. José aceitou a indicação do Provincial e nomeou Frei Pedro  Sardo, como nono Pároco de Agronômica aos  dezenove de dezembro de 2002, o qual tomou posse aos  dois de fevereiro de 2003. E aqui está até hoje.

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